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Sep. 12th, 2008 | 03:09 am

sempre bom mudar de ares, né.

http://limonada-rosa.blogspot.com/

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Sep. 1st, 2008 | 02:41 am

a mágica não pode ser compreendida pela lógica.

...

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adorei as suas unhas

Aug. 26th, 2008 | 01:05 am

Não sou o que se vê, não só o que eu demonstro, tampouco o que eu vendo. Às vezes reconheço a fixação que eu tenho pela idéia que os outros fazem de mim, como se eu precisasse a todo momento me explicar pelo que eu sou, e como se eu fosse a causadora do grande desastre que é não ser aquilo que, no olhar de outro, parece.
Como se eu devesse andar com uma cartolina pregrada no peito, explicando que parte de mim é dissimulada, antipática, rabugenta e sádica, porque meus defeitos são crimes e fazem de mim uma farsa. "Ohh, mas ela não era aquela boa pessoa que gostava de animaizinhos e florzinhas?", dizem quando vêem a cabeça pregada no meu portão, com uma seringa fincada no olho.
Também. Sou essa e aquela lá. Gosto de cachorrinhos sempre, já de gente, só às vezes.
Mas me explicar não é minha função. Ninguém vem com legendas ou manual. Cabe a mim aprender a decifrar os códigos de cada pessoa, e não me queixo dessa missão. Faço nos momentos em que gosto de gente, e eles não são pouco freqüentes.
Então por que eu deveria ser óbvia, simples e previsível? Por que carregar o fardo de atender as expectativas dos outros se ninguém deve - e nem quer - fazer o mesmo pelas minhas, e tanto é assim que, já faz tempo, me dei ao trabalho de reduzí-las a quase nada? Por que não guardar uma surpresa para o fim do show?
Quando você se priva das grandes expectativas sobre uma pessoa, você se abre e deixa ela entrar em você aos poucos, como ela é. Mesmo que ela não saiba quem é, suas nuances aparecerão, cada uma a seu tempo, e você formará uma imagem de um quebra-cabeça que nunca será completo. E essa é a mágica tão bonita de se relacionar com as pessoas. Pra que a pressa em mostrar quem é, o que sabe fazer, o que quer? Quem abrir o peito pra te enxergar mais do que te ver vai saber, mesmo que no inconsciente, que tudo tem seu tempo, e as pessoas têm seu tempo de mostrar suas pequenas pecinhas.
Eu sei disso. Eu acredito nisso. Eu posso te achar um porco hoje, porque no meu mundinho de zebras você agiu como tal, mas isso é uma peça sua, que vai juntar com outra, e outra e mais outra, e formar um desenho que não necessariamente é aquele que eu vi naquela primeira peça. Eu sou sádica, dissimulada e antipática, mas ao menos levo isso a sério. Faço questão. É como se fosse um paninho que limpasse parte da sujeira que há em mim. Não, não digo isso por auto-flagelação, nem para que passem a mão na minha cabeça e me digam que tenho uma imagem distorcida do que sou. Odeio piedade. Falo da minha sujeira da maneira que falo da dos outros, porque todos nós somos sujos, e sê-lo não é algo que eu abomine. Algumas sujeiras sim, são simplesmente execráveis e inferiores às minhas. Desculpe, eu acho que são. Mas a sujeira, de modo geral, não me perturba. Saber que ela existe me causa até certo alívio, é como se a parte de mim que é um buraco negro se tornasse menor. Na verdade, só enxergo como sujeiras de verdade as minhas e as dos meus desafetos. Aqueles que gosto não têm sujeiras, mas detalhes.
Então sou tudo isso, ou só isso, mas não me julgo merecedora do mesmo. Ou, de outro ângulo, não julgo que muitos outros tenham tal percepção, o que faz de mim um pouco arrogante e prepotente. "Sou mais nobre que vocês, sujos" pensaria eu, secretamente, enquanto afago uns podrinhos por aí.
Se fosse nisso que acreditasse.
Mas não sei, na verdade, em que lado eu acredito. Em nenhum, eu acho. Se estou acima, abaixo, no mesmo nível, caguei. Não vai mudar a pressão que exerço sobre mim para mostrar logo tudo que há por dentro, que tive tanto trabalho guardando e deixar que se deleitem com meu julgamento. É como se nada do que eu guardo valesse alguma coisa, eu só tenho que jogar tudo na mesa para que vejam quanto vale.
E não culpo terceiros por isso. Sou eu que faço com que seja assim. Não sei, sequer, se realmente é. Se é isso que querem. Sei que é o que eu acho que querem, e que acho que devo atender, sem nunca ter me questionado por que motivo estúpido eu deveria.
Por nenhum. Não há motivos.
A sua visão míope e estrábica, o seu código de conduta, a sua moral, o seu veredito final... Tudo isso você pode enfiar no rabo. É o que eu desejo. Mas não é o que eu farei para você porque, honestamente, se eu sou livre para me guardar de você por toda a eternidade, você támbém é livre para esperar sempre um pouco mais de carne fresca arrancada em pedaços desiguais e jogada no quintal pelo vitrô, para o teu prazer de cheirar, mastigar, fingir que digere e depois vomitar no tapete, com a luz apagada.
Se ninguém vê, ninguém julga, não é?


All I know
Is everything is not as it's sold
But the more I grow
The less I know
And I have lived so many lives
Though im not old
And the more I see the less I grow
The fewer the seeds the more I sow

Then I see you standing there
Wanting more from me
And all I can do is try

I wish I hadn't seen
All of the realness
And all the real people
Are really not real at all
The more I learn the more I learn
The more I cry the more I cry
As I say goodbye to the way of life I thought I had designed for me

Then I see you standing there
I'm all I'll ever be
But all I can do is try...

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massacrando o contexto

Aug. 25th, 2008 | 03:34 pm

Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu...

A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega o destino prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

A roda da saia mulata
Não quer mais rodar não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou...

A gente toma a iniciativa
Viola na rua a cantar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a viola prá lá...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

O samba, a viola, a roseira
Que um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou...

No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade prá lá ...

Roda mundo, roda gigante
Roda moinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração...

Chico escreveu isso por um motivo muito mais nobre, mas se me dá licença, faço uso dessas palavras para expressar o que, se dito num texto feito por mim, pareceria ainda menos contextualizado e coerente. Até porque, seria meu. E eu sou a incoerência, a descontextualização, o fragmento de digressão, e outras coisas que Chico Buarque, Florbela Espanca, Nelson Rodrigues e gente que sabe transformar o ruim em arte já disseram por aí com metáforas muito melhores.

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Aug. 18th, 2008 | 01:07 am

Eu sou cafona, démodé, esnobe e cínica. Sou uma escrota, também. Sou tudo isso e o que mais você quiser que eu seja ou só uma ameba, just DON'T FUCK WITH MY GIRLS!
Porque nada me emputece mais do que ver macho sendo escroto com amiga minha. Se você quer ser um derrotado, seja um derrotado. Mas tenha culhões para ser um derrotado SOZINHO, porque obrigar outra pessoa a afundar na sua merda é coisa de gente fraca. Gente muito fraca, muito perdedora, que precisa de auto-afirmação todo o tempo, porque no fundo não consegue aguentar o peso de saber que não passa de um merdinha, um moleque medíocre que vai ruminar todos os próximos anos da vida ficando careca e cheio de pelancas. Ah, você toma bomba?! Oh! Desculpa. Corrigindo: vendo as tetas crescerem como a da sua mãe e ficando broxa. E você quer saber? Quando essa bostinha aí parar de funcionar de vez, ninguém vai achar que é uma pena. Porque você nunca soube o que fazer com o pouco que deus lhe deu.
Eu não vou botar seu nome aqui em respeito aos outros envolvidos. Mas eu queria. Porque você, bem como todos os escrotos machistas, sexistas e lixos, merecem ter os podres arregaçados pra todo mundo saber o monte de bosta que vocês são.
E eu tô cansada dessa gente porca que pensa que é alguma coisa e sai por aí tratando as pessoas como se fossem menos e não merecessem consideração alguma. Você não precisa gostar, nem amar. Ninguém tem o direito de te cobrar amor. Mas é por escrotos como você que índio morre queimado, puta apanha e punk de 15 anos é atropelado por trem. Porque a vaca da sua mãe não teve competência pra te ensinar que você é só um ser humano como qualquer outro e na hora de colocar na balança, em essência é todo mundo a mesma droga. Mesmo um derrotado que nem você é tanta bosta quanto eu. Por isso, eu não desejo que você morra. E eu não vou fazer justiça com as minhas mãos.
Eu sei que você vai continuar vivendo a sua vidinha, e toda a merda que você faz vai voltar sozinha, independente da minha vontade, e eu espero que quando ela estiver te comendo por dentro e crescendo cada dia mais você consiga aprender com o teu passado.

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el cielo esta cansado ya de ver la lluvia caer

Aug. 9th, 2008 | 09:54 am

Si es cuestion de confesar
No se preparar cafe
Y no entiendo de futbol.

Creo que alguna vez fui infiel
Juego mal hasta el parkes
Y jamas uso reloj.

Y para ser mas franca
Nadie piensa en ti como lo hago yo
Aunque te de lo mismo.

Si es cuestion de confesar
Nunca duermo antes de diez
Ni me baño los domingos.

La verdad es que tambien
lloro una vez al mes
Sobre todo cuando hay frio.

Conmigo nada es facil
Ya debes saber, me conoces bien.
(y sin ti todo es tan aburrido)

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Aug. 8th, 2008 | 03:49 pm

I cheated myself
Like I knew I would
I told you I was troubled
You know that I'm no good

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Aug. 6th, 2008 | 01:06 pm

tá na hora reformar a casa, pintar as paredes, mudar os móveis de lugar.
abrir o guarda roupa e jogar fora tudo o que eu não quero.
só fico com o que me serve.

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Aug. 2nd, 2008 | 02:15 am
music: Lynyrd Skynyrd - Freebird

Puta merda. Odeio ter certezas. Odeio quando nada me surpreende, meus dias não me surpreendem, nenhuma frase me surpreende, nenhum gesto, nenhum fato. Porra nenhuma. Tudo sai exatamente como eu havia suspeitado em cada detalhe. Eu faço tudo aquilo que eu esperava fazer porque esperava-se que eu fizesse. E aquilo que eu jurei que ia fazer eu não fiz, porque se eu achasse que fosse mesmo não precisava jurar.
Odeio. Odeio conhecer cada rua, cada prédio, cada vizinho, cada palavra. Odeio saber o que todo mundo faz, onde todo mundo vai, por que todo mundo é. Odeio prever onde eu vou, por que eu vou, e quando volto. Odeio.
Que vida idiota, caralho. Que merda. Eu sei, eu sei, eu sei. Todo mundo sabe, e sabe demais. Acha que sabe muito, que sabe tudo. Não sabe porra nenhuma, mas nem se dá conta disso. Continua agindo como se soubesse, como se achasse. Vai se foder, porra.
Cansei. Cansei da festa, do vestido, do sapato, da música, das conversas das pessoas, da coxinha fria e da decoração. Cansei de mim aqui no meio disso, cansei de tudo. Cansei de ficar dentro de mim. Cansei do que eu vejo todo dia no espelho e do que eu faço quanto a isso logo em seguida.
Cansei das minhas promessas, dos meus postulados, dos meus cagaços e do meu pesar vazio. Cansei do sol, da chuva que vem depois, e da mesma noite sempre. Cansei das velhas notícias, dos ídolos sempre iguais, da escrotice.
Cansei. Quero rasgar tudo, chutar tudo, quebrar, estragar. Eu quero destruir tudo isso e começar do zero, que se foda tudo, todo mundo vai ter que recomeçar. Não quero mais nada do jeito que é.

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É o fim dos tempos

Jul. 30th, 2008 | 08:08 pm

O diabo veste Prada é um filme sessão da tarde que vale a pena. Não tem nada de grandioso e esplendoroso... Mas é fofo. Daqueles com personagens apaixonantes, músicas para ouvir no trânsito e um coadjuvante lin-do. O namorado da Anne Hathaway é o genro que mamãe queria: fofo, cheio de princípios, inacreditavelmente maravilhoso de tão lindo, mal vestido de um jeito que lhe cai bem e ainda por cima cozinha. Aposto que além de tudo também é cheiroso.





Faz tempo que vi o filme, mas lembrei dele porque tava vendo o clipe da Julieta Venegas e ela joga um cara de cabelos enrolados de um balão. Associei uns cachos aos outros cachos e fui no google descobrir o nome do bofe.
Adrian Grenier. Hum... Bonito nome. Combina com seus belos olhinhos.
No intento de montar uma pasta só com fotos do menino para meus momentos de tédio e desilusão, fui serelepe ao google imagens rezando por um ensaio semi-nu de boxer branca, e a primeira coisa que abriu... foi isso:




sem comentários.

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